Saiu <i>O Militante</i>
Saiu hoje a edição de Setembro/Outubro d' O Militante, que traz para a capa o tema dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. O título, sugestivo, é Nos Estaleiros e no País – emprego, salários e produção. O texto que lhe dá corpo é assinado por João Frazão, membro da Comissão Política.
Para a capa é ainda puxado outro tema, com destaque: Vencer a batalha das ideias, derrotar o programa de agressão, que remete para um artigo de Jorge Cordeiro, do Secretariado e da Comissão Política. No artigo, estabelece-se a ligação entre o memorando da troika e o programa e prática do Governo PSD/CDS, ressalvando que este último, sendo uma «reprodução mimética» do primeiro, é-o por «opção própria dos seus autores».
Na primeira página surge também uma chamada para o texto assinado por Jorge Pires intitulado A Escola republicana e laica. A sua importância nos nossos dias, onde se denuncia a reconfiguração do sistema educativo a partir da Cimeira de Lisboa em 2000, ao serviço dos interesses e das prioridades do grande capital financeiro e industrial.
Domingos Abrantes assina O PCP e a guerra de Espanha, segunda parte de um artigo publicado na edição anterior, que realça o papel dos comunistas portugueses no apoio aos republicanos espanhóis. O autor refere, entre outros documentos, o conteúdo de uma carta enviada ao PCP pelo Comité Central do PCE, onde este destaca a «grande ajuda que vindes [o PCP] dando ao nosso trabalho e dentro das condições de repressão em que a desenvolveis». Na capa chama-se ainda a atenção para o artigo de André Levy, intitulado, Luta de classes nos EUA. O autor refere que nos últimos 30 anos a desigualdade salarial tem vindo a aumentar naquele país, aproximando-se do nível existente antes da «Grande Depressão».
A evocação do centenário de nascimento de Manuel da Fonseca é também trazida para a capa, referindo-se a um artigo de José António Gomes.
Mas não se ficam por aqui os motivos que justificam a compra e leitura atenta de mais esta edição da publicação dirigida por Albano Nunes. O texto de abertura intitula-se Resistir e lutar em todas as frentes e traça um panorama geral da situação do País e do mundo e das lutas a que os comunistas são chamados a dar resposta. Na rubrica Organização realça-se a importância de reforçar o Partido e a sua organização: para afirmar o projecto do PCP e o ideal comunista; para dinamizar a sua intervenção a todos os níveis; para desenvolver a luta de massas.
Margarida Botelho, da Comissão Política, escreve algumas reflexões sobre o Bloco de Esquerda e José Neto, do CC, debruça-se sobre a actual situação da Justiça. Jorge Sarabando destaca a importância da batalha da memória e Manuel Gusmão, do CC, reflecte sobre o Anticomunismo, arma estratégica da ideologia burguesa. Rui Namorado Rosa, igualmente do CC, escreve sobre O complexo militar-industrial e a energia nuclear. Publica-se ainda o comunicado do Comité Central de 2 de Julho.
Na contra-capa evoca-se o pintor Cipriano Dourado por ocasião do 90.º aniversário do seu nascimento.